domingo, 12 de junho de 2016

DANILO  -   "Namoradamante" -

(No dia dos Namorados).

Terno e eterno amor,
que impulsiona ,
proporciona,
tudo, em tudo, contudo!
Momentos frenéticos como
ao sol do meio dia,
paragens extasiantes em
ternuras , belezas  e surpresas,
num tempo que se renova e passa!
Passa e se renova!....
Entre todavia e entretantos,
nos caminhos e descaminhos
da vida.
Flexões e locuções férteis, dançantes,
embalam pensamentos para lhe
agradar, adornar, agradecer,
revestir, acobertar e lhe
emoldurar com
cantos líricos e oníricos,
em brilhantes e raros versos,
grandiosas e doces melodias,
ricas rimas como
raios dourados  de sol
ao entardecer
e neblinas aconchegantes
dos ventos matinais.
Caminhemos!...

Te amo!
Obrigada e meu carinho

TETÊ
Brasília 12.06.16

sábado, 4 de junho de 2016

cruzadas

o protótipo
lìrico
do livro
carnal
ferve
rubro
no poliester
do sono.
e a origem
das palavras
áridas
nos cáusticos
desertos
e catres incertos
fere-me a memória:

rios me sonham
singram correntezas
em mim
sangram dúvidas:
depois da curva?
sol ou chuva
névoa ou clareza
ou nada?

quinta-feira, 2 de junho de 2016

. minha cidade

..quando vai chegando
a curva do carambola
já antevejo a cidade
que me viu chegar
ao mundo:
depois da empresa
a fábrica e sua vila
de casas. seus
 tecidos. seus teares
tecendo histórias
de tanta gente. ali trabalhei
por alguns anos
naqueles casarões azul
e branco coloniais
como fazendas
lindos
e ali fiz amigos.

a seguir chega a baixada
de são sebastião. de tantas
lembranças tantas festas
velhos bailes no industrial
quem não se lembra
das horas dançantes
dos reveillons
dos carnavais
ah!e mais:o baile hippie
do amor e paz...

rodam o carro
e as lembranças
vem aflorando:
são tantas
que nem cabem aqui:
nós meninos a brincar
de pique
de artista e bandido
revólveres de raiz
de mariazinha
que tinha uma flor branca
e perfumada
jogo de finca
rodar arco
biroscas meia lua
e papão
correr de mãe e se
esconder na rua
prá fugir da surra
pela arte praticada
e de noite
banho não:
era só lavar os pés
e dormir cedo
e o medo de assombração.

já maiores
era o medo do pecado
quando passavam
mão em mão
aquelas velhas pornografias:
mulheres peladas
fodas desenhadas
na imaginação
e nas punhetas homéricas

ah! minha cidade que me traz
mais paz:
cá estou mais uma vez
e minha voz se cala
e emudeço em silêncio
quando vejo
esses lugares plácidos
onde aprendi que a vida
se faz, assim de mansinho,
e que quando nos damos
conta
vai indo
e levando tantos
que amamos.

cada passeio
cada passo
nessas suas ruas
ecoam
em mim
velhas memórias
de gentes e coisas
que dormem
em meu coração:

alvinópolis
você não é apenas
uma foto desbotada
ou brilhante
nos feicebuques
você é um buquê
de lembranças vivas
e de dias que virão
felizes
prá quem sabe
viver ver
e ouvir
você!